A saúde emocional de mulheres e famílias brasileiras atravessa um momento delicado. Dados recentes mostram que a maioria dos diagnósticos de ansiedade e depressão no país recai sobre mulheres, cenário que se intensificou após a pandemia da COVID-19. O aumento dos quadros emocionais não aponta apenas para um problema clínico, mas revela um esgotamento mais profundo, ligado à forma como a mulher moderna tem vivido, se organizado e ocupado seus lugares dentro da família e da sociedade.
Para a psicóloga, palestrante e especialista em Ciências da Família, Renata Machado Tottola, esse sofrimento não pode ser compreendido apenas como excesso de tarefas ou falta de apoio externo. “Existe um cansaço que não vem só do fazer, mas da perda de referência interna. Muitas mulheres estão exaustas porque vivem desconectadas de sua natureza, tentando sustentar tudo sozinhas, emocionalmente e afetivamente”, explica.
Bacharel em Psicologia pela FAESA, com certificação e especialização em Ciências da Família pelo Instituto CIM, Renata atua há anos com mulheres, casais e famílias, oferecendo uma abordagem integrativa que une psicologia clínica, antropologia, simbólica e neurociência. Seu trabalho inclui palestras, workshops e formações voltadas à parentalidade, às relações conjugais e ao amadurecimento emocional feminino, sempre com foco na construção de famílias mais ordenadas e saudáveis.
Segundo a especialista, a normalização da exaustão feminina é um dos maiores obstáculos para o cuidado verdadeiro com a saúde emocional. “Quando o cansaço vira identidade, a mulher passa a viver no modo de sobrevivência. Ela perde a capacidade de escutar o próprio corpo, suas emoções e seus limites. O resultado é um sofrimento silencioso que, cedo ou tarde, se manifesta em ansiedade, irritabilidade, depressão ou adoecimento físico”, afirma.
Renata ressalta que muitas mulheres confundem força com endurecimento e autonomia com isolamento. “Ser forte não é carregar tudo sozinha. A mulher foi feita para ser presença que organiza, nutre e amadurece os vínculos — não para viver em estado permanente de alerta e controle. Quando ela sai desse lugar natural, todo o sistema familiar sente”, observa.
Esse olhar mais profundo sobre saúde emocional, maturidade e permanência será o eixo da palestra “Permanecer!”, que Renata ministrará no dia 15 de janeiro, às 15h, na sede da MedSenior, em Vitória (ES). O encontro será transmitido para toda a rede de colaboradores da empresa e integra um movimento interno de reflexão após um período de crescimento acelerado.
A MedSenior, operadora de saúde voltada ao público 49+, atua em oito estados brasileiros, com hospitais próprios e uma ampla rede médica, guiada pelo lema “Envelhecer Bem”. O tema escolhido para conduzir o ano da empresa reforça a importância de consolidar valores, vínculos e processos, indo além da expansão numérica.
Para Renata, falar sobre permanência é falar sobre maturidade. “Crescer é importante, mas permanecer exige consciência, alinhamento interno e cuidado real com as pessoas. A saúde emocional não é um acessório do sucesso — ela é a base que sustenta famílias, empresas e sociedades inteiras”, conclui.
