No Dia Mundial do Glaucoma, especialista brasileira destaca avanços científicos no combate à principal causa de cegueira irreversível

O Dia Mundial do Glaucoma, 12 de março, reforça o alerta para uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Silenciosa em seus estágios iniciais, a doença compromete o nervo óptico e pode evoluir sem sintomas perceptíveis, tornando fundamental o diagnóstico precoce por meio de exames oftalmológicos regulares. 

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma atinge cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo. Somente no Brasil, cerca de 2% da população acima dos 40 anos pode desenvolver a patologia em algum estágio da vida adulta. O glaucoma é caracterizado pela degradação do nervo óptico devido ao aumento da pressão intraocular, na região interna dos olhos. Normalmente isso acontece quando o fluido se acumula na parte frontal do olho. O grande risco para a visão é que este nervo óptico é responsável por captar as informações que nós enxergamos e transmiti-las ao cérebro, gerando as imagens que vemos do mundo.

 

Referência nacional em glaucoma e catarata, a oftalmologista Regina Cele Silveira Seixas explica o impacto na qualidade de vida do paciente com glaucoma: “Quando o glaucoma atinge o nervo óptico, causa a perda gradual e irreversível da visão, sem apresentar nenhum sintoma em seus estágios iniciais. Por isso as consultas regulares ao seu oftalmologista são tão importantes. Uma pessoa que tem glaucoma pode ficar meses, até anos, sem apresentar nenhum sintoma”.  

 

A orientação, segundo a especialista, é que pessoas acima dos 40 anos, com histórico familiar de glaucoma ou fatores de risco, mantenham acompanhamento regular com oftalmologista. No caso do glaucoma, informação e prevenção são decisivas para preservar a visão. 

Vera Moreira
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