A tuberculose está longe de ser uma doença do passado. Tanto que municípios da região, como Limeira e Piracicaba, realizaram ações de busca ativa de casos nas últimas semanas. A chegada dos dias frios, que geram maior aglomeração das pessoas, amplia o risco de novos registros.
A doença é transmitida pelo ar, afeta principalmente os pulmões e pode avançar de forma discreta. O sintoma mais comum é a tosse persistente por pelo menos três semanas, muitas vezes confundida com gripes e resfriados. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o risco de transmissão”, explica o infectologista da Hapvida, Matheus Rocha.
Outros sintomas são suor noturno, perda de peso e febre no fim do dia. Seguir o tratamento corretamente salva vidas e encurta o ciclo de transmissão. Medidas simples são recomendadas, como manter ambientes ventilados, cobrir a boca ao tossir e aplicar a vacina BCG na infância.
A bactéria causadora da tuberculose pode se manifestar em qualquer estação do ano. Porém, o comportamento das pessoas no frio favorece sua propagação. Mesmo com a queda de temperatura, é importante manter casas, escritórios e transporte público com janelas e portas abertas para dificultar a circulação da bactéria.
A permanência em locais fechados e aglomerados deve ser curta, para evitar o risco de contágio da doença que, em nível global, assusta. A tuberculose é a principal causa de morte por um único agente infeccioso, com mais de 10 milhões de casos por ano no mundo.
O Boletim Epidemiológico Tuberculose 2026 informa que mais de 84 mil novos casos foram registrados em 2025 no Brasil. São aproximadamente seis mil mortes anuais, mantendo a doença como um dos principais desafios de saúde pública no país.
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